Crónicas do Quotidiano

Vicissitudes de se "frequentar" uma terra pequena:

​A menina da caixa aproximou-se, convidando-me a pagar numa das caixas automáticas recém-chegadas ao supermercado. Percebendo que a novidade da tarefa a deixava sob escrutínio, anuí, contrariando os princípios que normalmente me fazem rejeitar esse tipo de tecnologia. Mostrei-me interessada, fiz perguntas e agradeci as reverências da praxe. Enquanto se encerrava a tarefa, um funcionário, ex-funcionário ou amigo da Menina gozava com a situação, falando alto de outra caixa:

- Ai! Ovelhas não são para mato. - Que esta tecnologia é demasiado avançada para a terrinha e tal...

​Porque, sim, tudo o que eu estava a precisar era do julgamento de um alienado incapaz de perceber o que aquela sofisticada tecnologia significa para si, para o seu trabalho ou para os seus.

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